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Profissionais da Rede Municipal de Niterói participaram da III Jornada de Pluralismo Religioso e Educação. O encontro teve como referência a Lei 10.639/2003, que estabelece a obrigatoriedade do ensino de História e Cultura Afro-Brasileira nos ensinos fundamental e médio.

O objetivo do evento é fortalecer os sentidos pedagógicos e curriculares, na construção de uma Educação Antirracista, e compartilhar projetos desenvolvidos nas escolas municipais que visam combater a intolerância religiosa e afirmar a escola como um lugar de todos.

A programação teve início no auditório da Fundação Municipal de Educação (FME), com a oficina “A experiência do Encontro”, realizada pelo GINGA, um grupo de pesquisa da Universidade Federal Fluminense (UFF), coordenado pela professora Ana Paula Miranda.

“A vida é consenso e ele só é produzido a partir do exercício da conversa. É preciso um diálogo horizontal que traga todas as diferenças e gente dos mais variados perfis: evangélicos, católicos, candomblecistas, ateus e de outras religiões. O que o GINGA faz é trabalhar com os conflitos e a falta de conversa piora os conflitos” afirmou Ana Paula.

À tarde, uma palestra realizada no Auditório Amarelo, do Solar do Jambeiro, reuniu os professores Luiz Rufino e Rafael Hadock Lobo em torno do tema “Pluralismo Religioso e Filosofia Popular “. “Trazer a Educação para o centro do debate implica uma reflexão da nossa história, da nossa sociedade. Precisamos de uma experiência de laços afetivos de amorosidade e de engajamento na luta por uma transformação social”, ressaltou afirmou Rufino.

“Acho fundamental que essa conversa aconteça no lugar onde trabalhamos. O diálogo em torno do combate à intolerância e ao preconceito, seja ele religioso, étnico-racial ou de gênero, é uma oportunidade para se promover encontros de pessoas e trocas de experiências”, acrescentou Rafael.

O encerramento da III Jornada de Pluralismo Religioso e Educação contou com o debate “Educação Antirracista: 20 anos da Lei 10.639/2003”. Um dos participantes, o subsecretário de Políticas Educacionais Transversais, Thiago Risso, destacou que a parceria com a UFF tem sido fundamental para a Educação Niterói.

“Não existe conhecimento sem Ciência. A expectativa é que os professores compartilhem as boas práticas relatadas durante a jornada. Só assim vamos conseguir a transformação que a gente acredita e espera: que a rede de Niterói, a partir da respeite e valorize a diversidade das nossas das crianças” declarou Thiago.

A Coordenadora de Educação na Diferença da Secretaria Municipal de Educação, professora Cristiane Gonçalves, pontuou que o trabalho realizado nas unidades tem procurado potencializar uma cultura de respeito ao outro.

“Quando entram na escola, os estudantes não deixam a sua identidade fora dela e a religião é uma forma de identificação. A proposta é contribuir para a formação continuada do professor, afinal é ele que vai estar em sala e também dialogando com as famílias”, afirmou Cristiane.

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